Uma segunda oportunidade em Espanha
“É aquele lugar chamado Sealand para o qual jogamos…”
“Sim, eu conheço bem.”
Depois do cancelamento de um jogo no Reino Unido, a próxima oportunidade surgiu através de contactos já existentes.
Tendo jogado anteriormente em Palma com os Thundering Herd, entrei em contacto com o treinador principal Jesús Sánchez, que organizou um jogo no Estádio Son Moix, em Maiorca.
O desafio?
Os Voltors, uma das melhores equipas de Espanha, a competir ao mais alto nível e com jogadores internacionais de forma regular.
Não seria fácil.
Uma nova versão dos Nationals
Esta era uma equipa diferente dos Nationals.
Após a reconstrução depois de Reiquiavique e das digressões anteriores, novos jogadores chegaram e integraram-se rapidamente.
O treino de sexta-feira à noite disse-me tudo o que precisava de saber:
- A energia era elevada
- Os jogadores estavam a criar ligação
- Havia uma verdadeira vontade de vencer
Um momento de destaque veio de Olli Schweder, que viajou de Hamburgo apenas para fazer parte da equipa.
Um percurso perfeitamente executado. Uma receção limpa em movimento.
Sem esforço.
“Boa receção.”
“Claro.”
Essa confiança tranquila dizia tudo — íamos vencer.
Dia de jogo no Estádio Son Moix
As condições eram perfeitas: sol, calor e um palco ideal para o jogo.
Pela primeira vez desde Dublin, a equipa sentia-se unida.
A confiança tinha regressado.
Durante o aquecimento, entrei no modo habitual: organizar, dar instruções e garantir que todos estavam prontos.
Depois veio um momento um pouco menos habitual.
Encontrar a realeza.
Face a face com o Príncipe Michael e a Princesa Mei do Principado de Sealand, fiquei completamente sem palavras.
As apresentações tornaram-se… improvisadas.
Se foste apresentado como “este jogador é incrível”, agora sabes porquê. (desculpa)

O jogo: uma exibição dominante
Desde o pontapé inicial, era claro: esta era uma equipa diferente.
Ao longo de quatro períodos, os Sealand Nationals:
- Jogaram com estrutura
- Mostraram confiança
- Executaram a alto nível
No centro de tudo estava o quarterback Oli DeRuyter, que controlou o jogo e lançou a bola por todo o campo.
A resposta dos Voltors chegou tarde na segunda parte, mas demasiado tarde.
Resultado final: vitória de Sealand por 21-13.
Redenção alcançada
Para os jogadores que passaram por Montpellier e Reiquiavique, isto significou tudo.
- Uma resposta
- Um recomeço
- A prova de que a reconstrução tinha funcionado
Para os novos jogadores, era igualmente importante:
Eles pertenciam à equipa.
Depois do jogo
No bar do estádio, o ambiente era completamente diferente.
Relaxado. Festivo.
O Príncipe Michael marcou a ocasião ao oferecer uma rodada de cervejas à equipa — bem merecido depois de uma grande exibição.
O momento que diz tudo
Foi então que surgiu a última história.
O jogador Masters John Diver chegou atrasado e estava a ver o jogo do bar, orgulhoso por ser um Seahawk Master, enquanto falava com um casal sobre Sealand.
Tentando explicar, disse:
“Jogamos por este principado, fica ao largo da costa de Suffolk, a cerca de sete milhas no mar, chama-se Sealand.”
A resposta?
“Sim, eu conheço bem… eu sou o Príncipe Michael.”
O que significou
Não foi apenas uma vitória.
Foi:
- Redenção para os Nationals
- Validação da reconstrução
- Mais um passo para o desporto de Sealand no cenário internacional
E, como sempre:
Um lembrete de que estas histórias só acontecem porque estamos a fazer algo diferente.

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